Gravidez na adolescência não é culpa da garota.

Gravidez na adolescência traz diversos riscos

Oi, pessoal!

Nesta semana nacional de prevenção a gravidez na adolescência, gostaria de trazer algumas reflexões.

Gravidez na adolescência é um tema muito mais importante do que pode parecer. É comum, infelizmente, que muitas pessoas atribuam a responsabilidade da resolução deste problema apenas às garotas adolescentes, enquanto na verdade envolve e afeta toda a população.

Não é apenas a jovem quem decide se arriscar numa relação desprotegida. A decisão dela tem relação com a decisão do garoto com quem terá intimidade, a influência de seus pais, sua escola, seu contato com o serviço de saúde, e quais as histórias que vê usualmente em seu entretenimento.

Quanto mais acesso a informação, conhecimento e mais abertura a diálogo a adolescente tiver, mais vai conseguir se cuidar. Mas além disso, quanto mais informação e orientação o adolescente tiver, também menos gestações indesejadas teremos. Sexo não pode ser tabu. Gestação não é responsabilidade apenas da mulher.

Além disso, é bom ressaltar que a gravidez na adolescência não é só um filho que vem muito cedo, com toda as dificuldades físicas, psicológicas, financeiras e sociais que existem para se cuidar de novo ser humano. Durante uma das minhas palestras para adolescentes já cheguei a ouvir de uma garota: “Mas o meu corpo está pronto. Posso fazer o que eu quiser”.

Não é bem assim.

A gestação em si, na adolescência, é acompanhada de muito mais riscos. Riscos de parto prematuro, baixo peso, de infecções urinárias, de doença hipertensiva específica da gestação, descolamento de placenta, diabetes gestacional, óbito neonatal, entre outros. É estatístico. Estes problemas, além de colocarem a mãe e o bebê em risco, trazem estresse para toda a família e gastos para toda a sociedade.

E o caminho para a melhora dos nossos indicadores passa pela melhoria da nossa comunicação. Abertura para conversa, com menos julgamentos, menos preconceito, e mais informação.

As músicas sexualizadas não vão cessar. O acesso fácil à pornografia na internet também não. Os filmes/seriados/novelas que hipervalorizam o sexo também não. A diferença está no quanto os jovens já se encontram instruídos antes e durante o contato com estas apresentações da sexualidade. Neste aspecto, todos podemos ajudar. Quanto mais aberto o canal de comunicação, melhor.

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Eu vejo vocês na próxima, no Doutor Informação.
Porque conhecimento é o melhor remédio.

Doutor Informação

Dr. Felipe Valente
Médico de família e comunidade

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